Paulistão 2026

Da Copinha ao Paulistão: Confira os destaques da base que entram no radar no estadual

Final entre Cruzeiro e São Paulo acelera integração de jovens aos elencos principais

- Imagem: Reprodução

Gabriela Nogueira Publicado em 29/01/2026, às 13h00

A final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026 marcou mais do que o encerramento do principal torneio de base do país. O duelo entre Cruzeiro e São Paulo, disputado no Pacaembu, consolidou a Copinha como uma extensão direta do planejamento profissional e reposicionou o Campeonato Paulista como a principal porta de entrada para jovens talentos no início da temporada.

Vice-campeão da competição, o São Paulo saiu do torneio com avaliações internas positivas e a convicção de que Cotia segue como pilar estratégico do clube. A campanha consistente reforçou a ideia de transformar desempenho em oportunidades reais no elenco principal, especialmente no Paulistão, tradicionalmente utilizado como ambiente de rodagem, testes e integração.

Entre os nomes mais adiantados está o atacante Lucca, que já viveu momentos no time profissional na temporada passada e chega ao estadual com maior maturidade competitiva. A capacidade de finalização e a leitura de jogo colocam o jogador como opção concreta para o setor ofensivo. No meio-campo, Pedro Ferreira desponta como alternativa criativa, após participar de treinos com o elenco principal e mostrar boa capacidade de organização e circulação de bola.

Outro nome que ganhou força após a Copinha é Paulinho. Versátil e decisivo, o atacante já estreou pelo profissional e reúne características valorizadas em um campeonato de calendário curto e alta exigência física. Na lateral direita, Igor Felisberto passou a ser observado de perto e surge como opção viável para rodízios e situações pontuais ao longo do estadual.

Entre os mais jovens, Zabarelli, de apenas 16 anos, é tratado com cautela, mas não está fora do radar para experiências controladas. O desempenho acima da média na Copinha reforçou o potencial do atacante, que passa a ser acompanhado com atenção no processo de transição.

Na defesa, Isac se destacou pela presença em momentos decisivos e pela participação ofensiva, enquanto Gustavo Santana contribuiu com mobilidade e intensidade no ataque. Djhordney e Matheus Menezes completam o grupo observado, após participação ativa na campanha e envolvimento direto na construção ofensiva.

Do outro lado, o Cruzeiro chega ao Paulistão embalado pelo título da Copinha. A vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo fortaleceu a confiança da comissão técnica em jovens que já começaram a ser incorporados ao elenco principal. A estratégia passa por aproveitar o momento de maturidade desses atletas e ampliar as opções em um período marcado por jogos frequentes e necessidade de profundidade no grupo.

Tanto no Cruzeiro quanto no São Paulo, o Campeonato Paulista surge como o cenário ideal para essa transição. O estadual oferece o equilíbrio entre competitividade e margem para testes, permitindo observar o comportamento dos jovens diante de adversários experientes, pressão por resultado e ritmo mais intenso do que o da base.

Além do aspecto esportivo, o movimento responde a uma demanda prática do futebol atual. Com calendários cada vez mais apertados e elencos submetidos a desgaste precoce, os atletas formados em casa deixam de ser apenas promessa e passam a representar soluções imediatas.

Da Copinha ao Paulistão, o caminho ficou mais curto. A final entre Cruzeiro e São Paulo reforçou que o torneio de base já não serve apenas como vitrine futura, mas como parte ativa do presente. Para os clubes que souberem aproveitar esse momento, os reflexos podem aparecer já nas primeiras rodadas da temporada.

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