Ticketmaster e Ingresse apresentam propostas milionárias para assumir sócio-torcedor, venda de ingressos e reconhecimento facial na Neo Química Arena. Mudança pode envolver rescisões que ultrapassam R$ 30 milhões.
Redação Publicado em 11/02/2026, às 11h45
O Corinthians analisa propostas de empresas interessadas em assumir a gestão do programa Fiel Torcedor, a comercialização de ingressos e o sistema de reconhecimento facial na Neo Química Arena. As negociações envolvem a Ticketmaster e a Ingresse, que disputam um contrato com duração prevista de cinco anos.
Atualmente, o controle de acesso ao estádio é feito pela Ligatech, enquanto a gestão do Fiel Torcedor, da bilheteria e do aplicativo Universo SCCP está sob responsabilidade da One Fan.
Proposta da Ticketmaster
A Ticketmaster apresentou uma oferta que inclui:
Antecipação de R$ 100 milhões no primeiro ano
R$ 150 milhões no segundo ano
Patrocínio direto de R$ 40 milhões ao clube
Contrato de cinco anos
As comissões previstas são de 8% sobre a venda bruta de ingressos e 10% sobre a arrecadação do Fiel Torcedor.
A empresa também propõe criar uma plataforma personalizada de experiências ao torcedor e integrar o clube a grandes eventos internacionais. Entre as possibilidades discutidas estão a modernização da iluminação da Fazendinha para receber shows e a criação de um museu na Arena, dependendo de autorizações do poder público.
Proposta da Ingresse
Já a Ingresse propõe antecipação financeira total de R$ 400 milhões, sendo:
R$ 100 milhões no primeiro ano
R$ 300 milhões vinculados ao volume de vendas ao longo do contrato
O contrato também teria duração de cinco anos. A empresa cobra 6% sobre a venda de ingressos e percentuais escalonados entre 5% e 10% sobre o Fiel Torcedor, conforme o volume anual.
A Ingresse já atua em clubes da Série A como Botafogo, Bahia e Grêmio e promete integração tecnológica completa para jogos, shows e eventos na Arena.
Impacto financeiro e contratual
Caso avance com uma das propostas, a diretoria terá de rescindir os contratos atuais.
A saída da Ligatech prevê aviso prévio de 90 dias e pagamento estimado em cerca de R$ 500 mil pelos equipamentos instalados.
Já a rescisão com a One Fan é mais complexa e pode ultrapassar R$ 30 milhões, além de exigir prazo de até 12 meses. Hoje, a empresa tem direito a 20% da arrecadação bruta do Fiel Torcedor e 6% da venda bruta de ingressos, embora o percentual efetivo seja estimado em cerca de 10%, segundo avaliação interna.
A decisão envolve não apenas números, mas também o impacto tecnológico da troca de sistema, já que uma nova empresa teria de desenvolver e implementar uma plataforma adaptada à realidade do clube.