Clube reconhece débito superior a R$ 40 milhões com atacante holandês, tenta acordo para parcelamento e enfrenta pressão para manter o jogador e reorganizar as finanças.
Ana Beatriz Publicado em 02/04/2026, às 08h13
O Corinthians admitiu internamente uma dívida milionária com o atacante Memphis Depay e iniciou negociações para encontrar uma solução financeira que evite um impacto ainda maior no planejamento esportivo da temporada. O valor gira em torno de R$ 40 milhões a R$ 42 milhões, segundo apurações recentes.
A pendência não está relacionada a salários atrasados, mas sim a compromissos contratuais como luvas, bônus por desempenho e metas esportivas atingidas pelo jogador desde sua chegada ao clube.
Dívida cresce com desempenho e metas
Parte significativa do valor acumulado vem justamente do desempenho esportivo de Depay, que acionou cláusulas financeiras previstas em contrato, incluindo premiações por títulos, gols e participações diretas em jogadas decisivas.
O problema é que o clube não conseguiu cumprir o cronograma inicial de pagamentos. Tentativas anteriores de parcelamento já foram feitas, mas enfrentaram resistência do estafe do jogador, especialmente diante de propostas com prazos longos.
Pressão financeira trava renovação
O cenário financeiro do Corinthians virou o principal entrave para a renovação contratual do atacante, cujo vínculo atual vai até meados de 2026.
Mesmo com interesse de ambas as partes em manter a parceria, a diretoria admite que qualquer avanço depende diretamente de um acordo sobre a dívida existente.
Nos bastidores, o clube busca alternativas como:
Efeito dominó no clube
A situação com Depay não é isolada. O Corinthians vive um momento de pressão financeira mais ampla, com outras pendências e necessidade de ajuste no orçamento.
A dívida com o atacante se tornou simbólica desse cenário: um investimento de alto impacto esportivo que agora cobra seu preço na gestão financeira.
O que está em jogo
Sem um acordo, o Corinthians corre risco de perder o atleta ou ampliar ainda mais a crise financeira interna.