CRISE

CBF marca nova eleição após escândalo na presidência

Pleito ocorrerá um dia antes da chegada do técnico Carlo Ancelotti, que assumirá a seleção brasileira em busca do hexa

Fernando José Sarney, vice-presidente da CBF, é designado para convocar a eleição após a decisão judicial sobre Ednaldo Rodrigues - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Fernando Frazão

William Oliveira Publicado em 17/05/2025, às 09h57

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira, 16 de maio, um ofício anunciando a realização da eleição para o novo presidente da entidade, marcada para o dia 25 de maio. A decisão ocorre após o afastamento de Ednaldo Rodrigues, determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) na quinta-feira (15), em meio a suspeitas de fraude em sua eleição.

O pleito está previsto para acontecer um dia antes da chegada oficial do renomado técnico italiano Carlo Ancelotti, que assumirá o comando da seleção brasileira em 26 de maio, conforme anunciado anteriormente pela própria CBF.

Ainda no dia do afastamento, a entidade máxima do futebol brasileiro destacou a urgência do processo eleitoral e designou o vice-presidente Fernando José Sarney para convocar oficialmente a eleição.

Segundo o cronograma definido, o edital será publicado no sábado (17), e o período para registro das chapas ocorrerá entre os dias 18 e 20.

O afastamento de Ednaldo Rodrigues está relacionado a denúncias de fraude envolvendo a assinatura do coronel Antônio Carlos Nunes, um dos signatários do acordo que garantiu a permanência de Ednaldo no comando da CBF. A decisão judicial levantou dúvidas sobre a saúde mental e física do coronel, apontando que ele não estaria apto a participar de um processo eleitoral.

Documentos divulgados inicialmente pelo portal Leo Dias revelam que, em 2023, Nunes apresentava sinais de ataxia e déficits cognitivos. Já em uma ação judicial de 2024, o coronel afirmou não ter condições de saúde sequer para procurar o Ministério Público a fim de formalizar um acordo de pensão alimentícia.

Diante das alegações, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ao TJ-RJ a abertura imediata de investigação sobre os fatos, o que culminou no afastamento de Ednaldo Rodrigues.

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