Atriz afirma que nunca teve contato com o financista e explica contexto de e-mail de 2013
Erika Osti Publicado em 19/02/2026, às 15h29
A atriz e apresentadora Whoopi Goldberg, de 70 anos, afirmou que não tem qualquer ligação com o financista Jeffrey Epstein após seu nome surgir em arquivos do caso divulgados recentemente pela Justiça dos Estados Unidos. Durante o programa The View, ela explicou que foi mencionada apenas em um e-mail de 2013 relacionado a um pedido de empréstimo de avião para levá-la a um evento beneficente em Mônaco, solicitação que acabou negada.
Segundo Goldberg, a troca de mensagens mostra que terceiros consultaram Epstein sobre a possibilidade de disponibilizar um jato particular para a viagem, que seria custeada por uma instituição de caridade. O empresário recusou o pedido. A artista leu o trecho do documento ao vivo e destacou que não teve participação direta na conversa e ressaltou que sequer embarcou em qualquer aeronave ligada ao financista.
“Em nome da transparência, meu nome está nos arquivos”, disse a apresentadora, antes de afirmar que nunca manteve relação pessoal com o financista. Ela reforçou que não era amiga nem namorada de Epstein e criticou o que classificou como conclusões precipitadas. Goldberg acrescentou que a presença em registros desse tipo não deve ser interpretada automaticamente como prova de proximidade ou envolvimento.
Durante a discussão no programa, a coapresentadora Joy Behar questionou se qualquer pessoa poderia aparecer nos registros. Goldberg concordou e afirmou que esse era justamente seu ponto. Para ela, a presença em documentos não indica envolvimento em irregularidades.
A atriz também comentou que vem sendo alvo de ataques nas redes sociais desde a divulgação dos arquivos. Segundo ela, o público sempre soube de seus relacionamentos ao longo da vida, o que, em sua visão, reforça a ausência de vínculo com Epstein.
Os arquivos de Epstein voltaram ao centro das atenções após a divulgação recente de documentos judiciais nos Estados Unidos. Autoridades e análises do próprio material indicam que a simples menção de nomes pode ocorrer por diversos motivos, como e-mails de terceiros, contatos indiretos ou citações em agendas, e não implica automaticamente conduta ilegal.
Jeffrey Epstein foi preso em 2019 sob acusações de tráfico sexual de menores e morreu meses depois em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento. O caso segue repercutindo internacionalmente devido à divulgação periódica de documentos judiciais e à presença de nomes de figuras públicas nos registros.