A polêmica envolve contratos e acusações de oportunismo
Manoela Cardozo Publicado em 24/01/2025, às 14h54
Um escândalo envolvendo a cantora Ana Castela e seu investidor Agesner Monteiro revelou uma disputa milionária nos bastidores da música sertaneja. Monteiro, que detém contratualmente 20% de participação na carreira da artista, acusa Ana e seus sócios de afastá-lo de forma irregular de lucros provenientes de shows, royalties e contratos publicitários. Segundo ele, os valores envolvidos podem ultrapassar R$ 150 milhões. As informações foram obtidas com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira.
Agesner afirma que o afastamento ocorreu em outubro de 2022, logo após o sucesso da música Boiadeira. O contrato entre as partes, que tem validade até abril de 2027, foi assinado por Ana, seus pais e os empresários Rodolfo Alessi e Raphael Soares. Monteiro classificou a exclusão como “desonesta, criminosa, injusta, imoral e ilegal”. Ele também alega ter cumprido todas as suas obrigações contratuais e destaca os investimentos significativos que fez para impulsionar a carreira da cantora.
Entre os aportes mencionados por Agesner estão a produção de Boiadeira Remix, com DJ Lucas Beat, que marcou a estreia da artista, e o financiamento da parceria com Melody no hit Pipoco. A música liderou o Spotify Brasil por três meses consecutivos e consolidou o nome de Ana Castela nacionalmente. Monteiro acredita que a ruptura foi motivada por “puro oportunismo”, com o objetivo de apropriar-se de sua parte nos lucros.
Segundo o investidor, as tentativas de negociação foram encerradas abruptamente pelos pais de Ana. Ele apresentou documentos, mensagens e análises financeiras à Justiça para comprovar a relevância de seus investimentos no sucesso da cantora. O caso segue aguardando decisão judicial.