Investigação expõe falhas de segurança e detalhes da invasão ao condomínio da atriz
Gabriela Nogueira Publicado em 17/12/2025, às 18h04
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem acusado de perseguir Isis Valverde por cerca de 20 anos e que chegou a invadir o condomínio onde a atriz vive, na Zona Oeste da capital fluminense. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Antissequestro, após o avanço das investigações e o reforço do monitoramento no local.
Segundo apuração policial, o suspeito conseguiu acesso ao condomínio no início deste ano ao se apresentar como um parente da atriz. Ele utilizou o nome de um primo real de Isis Valverde, o que levou a mãe da artista, que estava na residência naquele momento, a autorizar a entrada. A atriz não se encontrava no imóvel, pois estava viajando com o marido, o empresário Marcus Buaiz.
As investigações indicam que o homem vinha tentando se aproximar da atriz de diferentes formas ao longo dos anos. Em depoimento, ele admitiu a perseguição prolongada e relatou que buscava contato direto com Isis em locais públicos e privados. A obsessão, segundo os investigadores, evoluiu para tentativas mais insistentes de aproximação, o que levou a artista a procurar ajuda das autoridades.
O inquérito também apontou que o suspeito chegou a contratar um detetive particular para obter informações pessoais da atriz, como endereço e telefone. Em outra ocasião, ele teria rondado o imóvel, mas deixou o local antes da chegada da polícia. Na ação mais recente, o homem foi localizado dentro do condomínio após os agentes montarem um cerco com base em imagens de segurança.
A prisão ocorreu em flagrante pelo crime de perseguição. Após a detenção, o suspeito confirmou que acompanhava a rotina da atriz havia mais de duas décadas. Ele é pessoa com deficiência e utiliza cadeira de rodas, informação confirmada pela Polícia Civil.
Marcus Buaiz se manifestou após a prisão e destacou a rapidez da atuação policial. Isis Valverde também agradeceu o trabalho das autoridades e reforçou que a segurança da família é prioridade. A defesa do investigado não foi localizada.