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Polícia impede atentado gravíssimo contra show de Lady Gaga em Copacabana

Grupo extremista usaria explosivos em evento com grande presença LGBTQIA+ e de jovens

Investigadores encontraram materiais que seriam utilizados no ataque; operação envolveu quatro estados e diversas unidades policiais - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 04/05/2025, às 13h36

Um atentado planejado para ocorrer durante o show da cantora Lady Gaga, realizado no último sábado (03), no Rio de Janeiro, foi neutralizado por uma força-tarefa formada por órgãos de segurança estaduais e federais. A operação, batizada de “Fake Monster”, identificou um grupo extremista que se articulava em ambientes virtuais para espalhar mensagens de ódio e promover ataques violentos. O evento, com forte presença do público LGBTQIA+ e de jovens, foi escolhido como alvo por simbolizar os valores que os criminosos pretendiam combater.

As investigações, conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério da Justiça, revelaram que os membros do grupo se organizavam em fóruns digitais e redes sociais, onde disseminavam ideias homofóbicas, xenofóbicas e pedófilas. Eles usavam esses espaços para recrutar adolescentes e jovens vulneráveis, promovendo a violência como forma de “autoafirmação” e resistência ideológica.

A operação, que contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e de delegacias especializadas como a DCAV, DRCI e a 19ª DP, resultou em 15 mandados de busca e apreensão cumpridos em nove cidades de quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos, armas e materiais que fariam parte do plano de ataque, incluindo explosivos improvisados e coquetéis molotov.

Entre os detidos estão um dos líderes do grupo, preso no Rio Grande do Sul com uma arma de fogo ilegal, e um adolescente no Rio que armazenava pornografia infantil. Outro investigado, em Macaé, havia feito ameaças de assassinato infantil nas redes sociais.

A operação foi mantida sob sigilo até sua execução, a fim de preservar a segurança do público. O show transcorreu normalmente, com reforço no policiamento. O nome “Fake Monster” faz referência aos fãs da cantora — chamados de “Little Monsters” — e ao uso de perfis falsos para disseminar ódio na internet.

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