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Pastor vira alvo de revolta após relatar agressões ao filho em culto; assista

Vídeo de pregação espalhado nas redes mostra líder religioso defendendo castigo físico e uso do medo como método de educação

Pastor vira alvo de revolta após relatar agressões ao filho em culto - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Manoela Cardozo Publicado em 04/02/2026, às 11h34

Um vídeo que começou a se espalhar pelas redes sociais no fim de semana provocou indignação e acendeu um debate delicado sobre violência contra crianças. As imagens mostram o pastor Edson Cursino, da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, relatando diante dos fiéis episódios de agressão contra o próprio filho, um menino de dez anos, apresentados por ele como forma de disciplina.

Durante a pregação, o líder religioso descreve com naturalidade situações em que recorreu a punições físicas. Em um dos trechos que mais chocaram quem assistiu, ele afirma ter usado uma vara para bater na criança e conta que o menino tentou amenizar a dor vestindo várias calças ao mesmo tempo. O relato é acompanhado da defesa de que o medo faz parte do processo de educação adotado dentro de casa.

A fala ganha tom ainda mais grave quando o pastor menciona a escola do filho. Segundo ele, o menino teria dito que procuraria a polícia caso voltasse a apanhar, orientação que, de acordo com o religioso, teria vindo de uma professora. A reação narrada no próprio culto foi a aplicação de um novo castigo físico, descrito como necessário para reforçar a autoridade e provocar temor.

A divulgação do vídeo gerou forte repercussão e levantou alertas sobre possíveis violações da legislação conhecida como Lei Menino Bernardo, que proíbe castigos físicos e tratamentos humilhantes contra crianças e adolescentes. Especialistas e internautas apontaram que agressões, independentemente do contexto, configuram violência e não podem ser justificadas como correção.

Nas redes sociais, a divisão foi imediata. Muitos usuários manifestaram revolta e tristeza diante do conteúdo. Comentários questionaram por que atitudes que seriam consideradas agressão contra adultos ainda são relativizadas quando envolvem crianças. Pais relataram não conseguir imaginar qualquer situação que justificasse punições daquele tipo.

Por outro lado, também surgiram mensagens de apoio ao discurso do pastor. Alguns defenderam que a rigidez seria necessária para formar caráter e evitar desvios no futuro, repetindo uma visão tradicional de educação baseada no castigo.

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