Atriz rompe o silêncio após crimes brutais dominarem o noticiário e levanta debate que muita gente prefere evitar
Manoela Cardozo Publicado em 09/03/2026, às 06h00
A atriz Paolla Oliveira usou as redes sociais neste sábado para publicar um desabafo contundente sobre a violência contra mulheres. A manifestação veio acompanhada de um vídeo e de uma mensagem direta relacionada ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
Na legenda, ela escreveu uma frase que rapidamente se espalhou entre seguidores e provocou discussões. “Se fôssemos respeitadas, 8 de março não existiria”.
No vídeo, a atriz citou episódios recentes de violência que ganharam destaque no noticiário e disse sentir indignação ao ver como essas histórias se repetem. Entre os casos mencionados estão o de uma mulher arrastada por um carro e o de outra vítima que sofreu um ataque com facadas após rejeitar um homem.
Durante o relato, Paolla afirmou que a revolta costuma surgir diante das notícias, mas que muitas vezes a indignação coletiva desaparece rapidamente. Segundo ela, o ciclo se repete enquanto vítimas continuam vivendo com medo.
“A gente vê, fica indignada, sente raiva, revolta. Aí no dia seguinte a gente continua. A gente denuncia, pede proteção, o Estado vem, anota, mas a mulher continua com medo dentro de casa”, declarou.
A atriz também chamou atenção para a origem do comportamento violento, defendendo que agressões não surgem de forma isolada. Para ela, atitudes toleradas no cotidiano acabam alimentando uma cultura que normaliza o desrespeito.
“Esse homem não apareceu do nada. Ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida, aquele que passou a mão, que forçou e achou que estava tudo bem”, disse.
No encerramento do vídeo, Paolla lamentou que a violência contra mulheres ainda seja parte da realidade de muitas famílias. Ela destacou que, enquanto algumas conseguem sobreviver a esse cenário, outras não têm a mesma chance.
“Nenhuma de nós escolheu isso. A gente simplesmente aprendeu a sobreviver no meio disso. E enquanto a gente sobrevive, quatro de nós por dia não conseguem”, concluiu.