O que ninguém viu nos desfiles do Sambódromo do Anhembi pode mudar o resultado do carnaval

A Liga-SP fará uma reunião para definir, por sorteio, a ordem de leitura das notas dos desfiles do Grupo Especial; a apuração acontecerá na terça-feira

Entre os destaques, Sabrina Sato brilha à frente da bateria da Gaviões da Fiel, uma das escolas mais esperadas do evento - Imagem: Reprodução | AgNews

Marina Milani Publicado em 16/02/2026, às 10h24

Os dois dias de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, foram marcados por carros grandiosos, enredos autorais e homenagens que passaram por religiosidade, figuras históricas, cultura popular e causas sociais. Ao todo, 14 escolas cruzaram a avenida com propostas visuais impactantes e forte presença de público.

No segundo dia, passaram pelo sambódromo a Águia de Ouro, Tom Maior, Estrela do Terceiro Milênio e Camisa Verde e Branco, que encerraram a programação. Apenas o Camisa ultrapassou o limite de 65 minutos após o último carro alegórico parar na pista e precisar ser empurrado, fechando o desfile com 66 minutos.

Entre os destaques de celebridades, a apresentadora Sabrina Sato chamou atenção ao brilhar à frente da bateria da Gaviões da Fiel, uma das escolas mais aguardadas da noite.

Como foram os desfiles

No primeiro dia, abriram a festa a Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul.

A Mooca estreou no Grupo Especial com enredo em homenagem às mulheres negras e ao instituto Geledés, com momento emocionante de paradona da bateria. A Colorado apostou em um desfile lúdico sobre o universo das bruxas. A Dragões levou temática indígena e impressionou com um dragão cenográfico de grandes dimensões. Já a Tatuapé destacou a agricultura e as lutas sociais no campo, com homenagem a um torcedor falecido.

A Rosas de Ouro apresentou desfile sobre astrologia, mesmo com atraso na entrada e penalização prévia. O Vai-Vai fez tributo ao cinema e ao ABC paulista. A Barroca Zona Sul encerrou a noite com enredo dedicado a Oxum, explorando estética dourada e elementos aquáticos.

No segundo dia, além das quatro últimas, desfilaram Império de Casa Verde, Mocidade Alegre e a já citada Gaviões. A Império exaltou símbolos afro-brasileiros e o protagonismo feminino. A Mocidade Alegre homenageou a atriz Léa Garcia com alegorias monumentais e referências à ancestralidade. A Gaviões trouxe enredo sobre povos originários e preservação ambiental, com um dos maiores carros do carnaval paulistano.

A Águia de Ouro apresentou enredo sobre Amsterdã, com referências culturais e artísticas da cidade. A Estrela do Terceiro Milênio exaltou a obra de compositores do samba brasileiro com tom social. A Tom Maior contou a trajetória de Chico Xavier e Uberaba, enfrentando pane elétrica em alegoria. O Camisa Verde e Branco fechou o carnaval com tema ligado a Exu e aos caminhos, apesar do problema mecânico no carro final.

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