Atriz revela decisão após experiência pessoal com o luto e chama atenção para função que oferece suporte emocional a pessoas em fase terminal e suas famílias.
Ana Beatriz Publicado em 16/04/2026, às 14h32
A atriz Nicole Kidman surpreendeu ao revelar que está estudando para se tornar uma “doula da morte”, uma função ainda pouco conhecida, mas que vem ganhando espaço no campo dos cuidados paliativos.
A declaração foi feita durante um evento na Universidade de San Francisco, nos Estados Unidos, onde a artista explicou que a decisão tem origem em uma experiência pessoal marcante: a morte de sua mãe, Janelle Ann Kidman, em 2024. Segundo ela, o período final foi marcado por um sentimento de limitação da família em oferecer suporte constante, o que despertou sua atenção para a importância de um acompanhamento mais estruturado nesse momento delicado.
As chamadas “doulas da morte” — também conhecidas como doulas de fim de vida — são profissionais que oferecem suporte emocional, psicológico e até espiritual a pessoas em fase terminal e seus familiares. Diferentemente de médicos e enfermeiros, elas não atuam com intervenções clínicas, mas com acolhimento, escuta e preparação para o processo de despedida.
A própria atriz reconheceu que a escolha pode soar incomum, mas reforçou que se trata de um caminho ligado ao cuidado humano. Durante sua fala, destacou que, em muitos casos, familiares não conseguem suprir todas as necessidades emocionais de quem está morrendo — seja por desgaste, rotina ou impacto psicológico —, o que abre espaço para esse tipo de atuação especializada.
O movimento também reflete uma tendência crescente. Nos últimos anos, a procura por profissionais de fim de vida aumentou, impulsionada por discussões sobre morte digna, saúde mental e humanização do cuidado. A decisão de Kidman se insere nesse contexto, conectando sua trajetória pessoal a um novo tipo de atuação fora das telas.
Mesmo com a nova formação em andamento, a atriz não indicou que pretende abandonar a carreira artística. A iniciativa, segundo ela, faz parte de um processo de desenvolvimento pessoal e de ressignificação do luto, após também ter perdido o pai em 2014.