Considerado um dos maiores caçadores de talentos da história, empresário moldou a carreira de ícones como Janis Joplin e Bruce Springsteen; morte foi por causas naturais
Letícia Sales Publicado em 22/06/2026, às 13h40
A indústria da música global perdeu uma de suas mentes mais brilhantes e influentes. O executivo fonográfico Clive Davis morreu nesta segunda-feira (22), aos 94 anos, em sua residência na cidade de Nova York. A informação, confirmada pela imprensa norte-americana, comoveu gerações de artistas e profissionais do entretenimento que tiveram suas trajetórias transformadas pelo empresário.
A confirmação oficial veio por meio de sua representante de imprensa, Aliza Rabinoff. De acordo com o comunicado, Davis faleceu em decorrência de problemas de saúde decorrentes da idade avançada, em um ambiente de paz, cercado pelo carinho de seus familiares e amigos mais próximos.
Com uma trajetória profissional impressionante que se estendeu por sete décadas, Clive Davis possuía um ouvido cirúrgico para identificar o sucesso. Ele foi o responsável direto por descobrir, lançar ou revitalizar as carreiras de lendas vivas e eternas da música mundial, incluindo nomes do calibre de Whitney Houston — de quem foi mentor e amigo pessoal —, Bruce Springsteen, Aretha Franklin, Janis Joplin, Carlos Santana, Alicia Keys e Carrie Underwood.
Sua assinatura de liderança começou a ganhar o mercado em 1967, quando assumiu a cobiçada presidência da Columbia Records. Visionário, ele não se acomodou no topo e expandiu seu império ao fundar outras duas potências do setor: a Arista Records e, posteriormente, a J Records. Davis também fincou seu nome na cultura pop ao criar a tradicional e disputada festa de gala pré-Grammy, um evento anual que reúne a elite da música desde 1975.
Em uma despedida emocionante divulgada à imprensa, a família do executivo destacou a magnitude de sua contribuição para o mundo ao afirmar que Davis “moldou a trilha sonora de inúmeras vidas” e deixou uma marca duradoura na cultura e na história da música.
Nascido no bairro do Brooklyn, em Nova York, no ano de 1932, o empresário inicialmente trilhou caminhos acadêmicos tradicionais, chegando a se formar em Direito pela prestigiosa Universidade de Harvard antes de ser fisgado pelas engrenagens da indústria do disco. Demonstrando uma paixão inabalável pela arte, ele desafiou o tempo e se manteve ativo no mercado de entretenimento, prestando consultorias e acompanhando tendências até os seus últimos anos de vida.