Luciana Gimenez nega vínculo com Jeffrey Epstein após ter nome citado em arquivos dos EUA

Apresentadora afirma que nunca teve qualquer contato com Jeffrey Epstein e sustenta que a menção ao seu nome resulta de um repasse amplo de informações financeiras ao governo americano

Apresentadora se manifesta sobre sua menção em arquivos públicos - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 10/02/2026, às 15h35

A apresentadora Luciana Gimenez divulgou, nesta segunda-feira (9), uma nota pública para rebater especulações que surgiram após seu nome aparecer em documentos recentemente liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao caso Jeffrey Epstein.

Os registros, que integram um acervo de milhões de páginas, vídeos e imagens, mencionam movimentações financeiras em que Gimenez aparece como destinatária, sem, porém, apontar qualquer ligação com o Jeffrey Epstein ou atividades ilegais.

No comunicado, Luciana afirma que jamais manteve qualquer contato com Epstein, seja pessoal ou profissional, e rejeita de forma contundente qualquer tentativa de associação ao escândalo envolvendo o bilionário. Segundo a apresentadora, a menção ao seu nome decorre de um envio amplo de dados bancários solicitado pelo governo americano ao Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha uma conta.

Segundo informações preliminares repassadas a ela pelo banco, a requisição teria abrangido registros de diversos clientes, sem análise prévia ou filtro individualizado. Assim, nomes de correntistas que não têm relação com o caso, entre eles o de Luciana,  passaram a constar nos arquivos que foram posteriormente publicados na plataforma oficial do Departamento de Justiça.

A apresentadora relata que as operações atribuídas a ela dizem respeito a transferências internas entre sua própria conta de investimentos e sua conta pessoal, realizadas em anos distintos. De acordo com a nota, o Deutsche Bank, trabalha para recompor esses registros e comprovar que as transações não envolvem terceiros. Luciana afirma aguardar a formalização do esclarecimento por parte da instituição.

Menção causa alvoroço na internet

Mesmo sem indicar qualquer vínculo entre as quantias e a rede criminosa comandada por Jeffrey Epstein, a presença do nome de Luciana Gimenez nos documentos repercutiu fortemente nas redes sociais.

Os registros mostram operações financeiras de 2014, 2018 e 2019, algumas próximas a US$ 12 milhões, sem detalhar a origem dos valores ou a conta de onde partiram. O material também menciona dois filhos da apresentadora, incluindo o que ela teve com o cantor Mick Jagger, vocalista da banda The Rolling Stones, que aparece em diferentes partes dos arquivos.

Luciana disse permanecer à disposição de autoridades que desejem apurar o caso e pediu responsabilidade na interpretação e divulgação dos documentos, alertando para possíveis prejuízos à sua imagem decorrentes de leituras precipitadas.

Relembre o caso Epstein

Jeffrey Epstein ficou conhecido por comandar uma rede de exploração sexual de menores que envolvia figuras influentes da política, do entretenimento e das finanças internacionais. Investigações iniciadas em 2005 resultaram em um acordo judicial controverso, posteriormente considerado ilegal, que manteve o magnata longe de acusações federais por mais de uma década.

Ele voltou a ser preso em 2019 e foi encontrado morto na prisão meses depois. A nova leva de documentos divulgada no fim de janeiro deste ano reforçou o interesse público em torno do caso, trazendo referências a personagens de destaque mundial.

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