Emissora destacou trajetória marcada por apuração rigorosa e impacto no jornalismo regional
Gabriela Nogueira Publicado em 17/01/2026, às 11h05
O jornalista e apresentador Erlan Bastos morreu neste sábado (17), aos 32 anos. A informação foi confirmada pela NC TV Amapá, emissora onde ele comandava o programa Bora Amapá e vinha se destacando pelo trabalho voltado à investigação e à análise crítica dos fatos.
Em comunicado oficial, a emissora lamentou a perda e ressaltou a contribuição de Erlan para o jornalismo local. Segundo a nota, mesmo em pouco tempo de atuação, o apresentador conseguiu provocar mudanças significativas na forma de fazer jornalismo no estado, com reportagens que ganharam repercussão e estimularam o debate público.
A empresa também descreveu o perfil profissional de Erlan como inquieto e comprometido com a apuração. Colegas destacaram que ele não se limitava à superfície dos acontecimentos, buscava respostas, questionava versões oficiais e mantinha uma postura firme diante de temas sensíveis.
Para a NC TV, o jornalista atuava com coragem e senso de responsabilidade social, dando espaço a denúncias e fortalecendo o papel do jornalismo como ferramenta de fiscalização e cidadania. A emissora afirmou ainda que o legado deixado por Erlan permanece presente nas reportagens exibidas e nas discussões que ajudou a colocar em pauta.
Natural de Manaus, no Amazonas, Erlan Bastos construiu parte de sua trajetória profissional no Piauí. Em 2023, recebeu o título de cidadania piauiense concedido pela Assembleia Legislativa do estado, em reconhecimento ao seu trabalho e à contribuição para a comunicação local.
A morte do jornalista gerou comoção entre profissionais da imprensa, autoridades e telespectadores, que manifestaram homenagens nas redes sociais ao longo do dia.