HERANÇA

Filhos de Cid Moreira pedem investigação de viúva por fraude e homofobia

Maria de Fátima é acusada de omitir bens e se declarar única herdeira; denúncias incluem coação e ofensas homofóbicas, além da movimentação irregular de bens e contas bancárias

O jornalista Cid Moreira ao lado de Maria de Fátima Sampaio Moreira - Imagem: Reprodução / Instagram / @fatimasampaioreal

William Oliveira Publicado em 01/10/2025, às 09h28

A disputa judicial em torno do espólio do jornalista Cid Moreira, falecido em outubro de 2024, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29). Os filhos do comunicador, Roger Felipe Naumtchyk Moreira e Rodrigo Razendev Simões Moreira, protocolaram uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra a viúva, Maria de Fátima Sampaio Moreira, pedindo a abertura de inquérito para apurar possíveis irregularidades no inventário, no recebimento de pensão e em supostos episódios de homofobia.

Segundo informações divulgadas pelo portal Leo Dias, os herdeiros acusam Maria de Fátima de ter se declarado como única dependente no INSS, o que lhe garantiu a pensão por morte integralmente, sem mencionar a existência dos filhos. No processo de partilha, a viúva também teria se apresentado como única herdeira, omitindo bens de alto valor, entre eles imóveis, obras de arte e investimentos financeiros.

Ainda conforme a denúncia, Maria de Fátima teria retirado objetos da residência do casal, movimentado contas bancárias e assinado contratos patrimoniais sem autorização judicial. E-mails anexados ao processo mostram que a própria viúva teria admitido a retirada de bens do imóvel.

Os filhos relataram ainda um episódio considerado grave: um deles, que se identifica como homossexual, afirma ter sido coagido pela madrasta a devolver valores recebidos do pai em vida. A pressão, segundo o relato, teria sido acompanhada de ofensas homofóbicas, usadas para intimidá-lo e expô-lo socialmente.

No pedido, os herdeiros solicitam medidas urgentes para preservar a confidencialidade do caso e requerem que o MPRJ investigue as denúncias. Se confirmadas, a representação pede a instauração de ação penal contra Maria de Fátima.

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