Influenciadora relata que rotina pré-carnaval incluiu procedimentos intensos e desgaste emocional
Gabriela Nogueira Publicado em 27/01/2026, às 13h02
A preparação para o carnaval levou a influenciadora e apresentadora Ana Paula Oliveira a investir mais de R$ 300 mil em procedimentos estéticos e, ao fim do processo, a tomar uma decisão difícil. Ex-musa da escola de samba Independente Tricolor, ela anunciou que não voltará à avenida em 2026, após avaliar os efeitos físicos, emocionais e financeiros da rotina que antecedeu o desfile do ano passado.
Segundo Ana Paula, o período pré-carnaval foi marcado por cirurgias plásticas, tratamentos corporais e faciais frequentes e intervenções consideradas pouco convencionais, como aplicações à base de esperma de salmão e máscaras de ouro. Tudo fazia parte de uma busca constante por atender ao padrão estético associado aos cargos de destaque nos desfiles.
Ela relata que a cobrança vai além da vaidade e se transforma em uma pressão permanente. O que começa como um cuidado pessoal, diz, passa a ser uma exigência diária, intensificada pela proximidade do desfile e pela comparação com outros corpos expostos na avenida.
Com o tempo, os procedimentos se acumularam e deixaram de ser encarados como escolhas. Ana Paula afirma que entrou em um ciclo de ajustes contínuos, impulsionado pela sensação de que nunca era suficiente. A consequência foi um desgaste emocional que a fez repensar sua relação com o carnaval.
A decisão de não desfilar neste ano veio após um período de reflexão sobre limites e prioridades. Ela afirma que não se arrepende da experiência como musa, mas acredita que a discussão sobre o impacto psicológico da cobrança estética precisa ganhar mais espaço, especialmente quando se trata de mulheres em posições de visibilidade.
Para Ana Paula, o carnaval segue sendo uma das maiores expressões culturais do país, mas o brilho da festa, segundo ela, não pode ocultar o custo emocional imposto por padrões rígidos de beleza. Ao optar por se afastar da avenida, diz que escolheu preservar a própria saúde e abrir um debate que costuma ficar fora do desfile.