Medidas protetivas da Lei Maria da Penha podem ser solicitadas por Davi Brito em caso de violência psicológica
Manoela Cardozo Publicado em 19/05/2025, às 08h00
O ex-participante do Big Brother Brasil, Davi Brito, registrou um boletim de ocorrência contra a ex-namorada, Adriana Paula de Jesus, durante a madrugada de sábado (17). Conforme consta no depoimento prestado à autoridade policial, a cirurgiã-dentista teria ameaçado o influenciador digital após o término do relacionamento, chegando a exigir o código de verificação de sua conta no Instagram, atualmente com mais de 3 milhões de seguidores.
A denúncia foi confirmada pela assessoria de imprensa de Davi, que também destacou que os dois estavam juntos desde janeiro. O casal ganhou destaque nas redes sociais em abril, quando Davi anunciou que seria pai. Contudo, no dia seguinte, ele surpreendeu os seguidores ao comunicar o fim do relacionamento. Ainda no domingo (14 de abril), uma nota oficial divulgada pela equipe do ex-BBB informou a perda do bebê: “Informamos com pesar que o bebê esperado por Davi Brito e Adriana Paula não resistiu”.
Após o rompimento, a situação entre eles teria se agravado. Segundo o boletim registrado, Adriana teria ameaçado tornar públicas informações pessoais do ex-companheiro. A tentativa de coagir Davi estaria relacionada ao acesso forçado à conta do influenciador nas redes sociais, o que caracteriza, segundo o Código Penal, possível crime de ameaça, previsto no artigo 147, com pena que varia de um a seis meses de detenção ou multa.
Além disso, o caso também pode ser tratado como tentativa de coação, se for comprovado o uso de ameaça para obtenção de dados confidenciais. A situação pode se tornar ainda mais grave caso haja divulgação de conteúdo privado, como conversas ou informações íntimas, o que pode ser enquadrado na Lei Carolina Dieckmann e na Lei 13.718/2018, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.
Embora geralmente direcionadas a mulheres em casos de violência doméstica, medidas protetivas baseadas na Lei Maria da Penha também podem ser estendidas a homens, quando identificadas situações de violência psicológica, manipulação emocional ou exposição pública. A defesa de Davi ainda não confirmou se irá solicitar esse tipo de proteção.
Até o momento, Adriana Paula de Jesus não se manifestou oficialmente sobre a acusação. O caso continua sob apuração das autoridades competentes.