HISTÓRICO

Descubra quem fica com o Oscar de "Ainda Estou Aqui"

O longa, dirigido por Walter Salles, destacou-se neste domingo (2) ao se tornar a primeira obra completamente brasileira a vencer a categoria de Melhor Filme Internacional

Filme conta com as atuações de Fernanda Torres e Selton Mello - Imagem: Reprodução / X / @TheAcademy

William Oliveira Publicado em 04/03/2025, às 12h45

O filme brasileiro Ainda Estou Aqui conquistou um feito histórico ao levar para casa o Oscar de Melhor Filme Internacional na edição de 2025, gerando debates nas redes sociais sobre a atribuição da estatueta. A produção foi escolhida como a representante do Brasil na disputa internacional.

Reconhecido tanto pela crítica quanto pelo público, o longa-metragem dirigido por Walter Salles, que conta com as atuações de Fernanda Torres e Selton Mello, destacou-se neste domingo (2) ao se tornar a primeira obra completamente brasileira a vencer a categoria. O filme superou o favorito Emilia Pérez, consolidando sua relevância no cenário cinematográfico mundial.

Durante seu discurso de agradecimento, Walter Salles expressou sua gratidão e dedicou a vitória a Eunice Paiva.

“Muito obrigado, em nome do cinema brasileiro. É uma honra tão grande receber esse prêmio, com esse grupo tão extraordinário. Esse prêmio vai para uma mulher que, após uma perda tão grande, em um regime autoritário, decidiu resistir. Esse prêmio vai para ela: Eunice Paiva”, afirmou o cineasta. Salles também mencionou as atrizes que interpretaram Eunice Paiva em sua obra: “E vai, também, para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, acrescentou.

Em uma entrevista à Folha de S. Paulo, Rodrigo Teixeira, um dos produtores do filme, explicou que a honraria será atribuída ao diretor Walter Salles. "A resposta deles é que o Brasil é creditado como indicado, o nome do diretor será listado na estatueta, e a estatueta fica com o diretor em nome de toda a equipe criativa do filme", revelou Teixeira, que buscou confirmação por meio de correspondência eletrônica com a Academia.

Teixeira também comentou sobre a possibilidade de obter réplicas da estatueta: "Vamos ver se pode. A Academia ainda não me respondeu. Se tiver réplica, quem tem direito são os produtores", completou.

Com essa conquista, Ainda Estou Aqui se torna o filme brasileiro mais premiado da história do Oscar, superando Central do Brasil (1999), que foi indicado, mas perdeu para o clássico italiano A Vida é Bela.

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