Cissa Guimarães compartilhou a dor da perda do filho Rafael e a dificuldade de viver com a ausência
Manoela Cardozo Publicado em 24/05/2025, às 14h40
A atriz e apresentadora Cissa Guimarães emocionou o público ao falar sobre a perda de seu filho mais novo, Rafael Mascarenhas, morto em 2010 aos 18 anos, vítima de um atropelamento em um túnel no Rio de Janeiro. Em entrevista ao programa Conversa com Bial, exibido na madrugada de quinta-feira (23), Cissa revelou que, desde o acidente, visita semanalmente o local onde ocorreu a tragédia.
Durante a conversa com o jornalista Pedro Bial, a artista compartilhou o impacto profundo da morte do filho e como sua rotina foi moldada pelo luto. “Eu mergulharia de cabeça tudo de novo só para ter o Rafa, os 18 anos da minha vida que eu tive ele. Porque se eu não tivesse tido, eu não sentiria todo esse amor que eu sinto até hoje. Eu vou lá no túnel toda semana e coloco flores há 15 anos, onde aconteceu o crime, a corrupção, abandono…”, declarou.
O momento mais marcante da entrevista aconteceu quando Bial comentou que Cissa teria “perdido” o filho, e ela prontamente respondeu, visivelmente emocionada: “Eu não perdi nada. Só ganhei 18 anos do maior amor da minha vida junto com os meus dois outros filhos e meus netos”.
A dor ainda é latente, como revelou em outro depoimento, durante o programa Sem Censura, na quinta-feira (18), data em que comemorou seu 68º aniversário. O programa acabou se tornando espaço para um desabafo intenso sobre a ausência do filho e a dificuldade de lidar com o luto. “É a pior dor do mundo, é a coisa mais difícil. Tem dias que estou um pano de chão velho. Não é uma coisa que ‘aprendi e está tudo tranquilo’. Não! Não superei. Nada. Aliás, essa palavra, superação, me dá um pouquinho de irritação”.
Cissa também refletiu sobre o termo "superação", explicando que não acredita ser possível alcançar esse estado quando se trata da morte de um filho. “Não vou superar, não pretendo ter a veleidade de superar a amputação que foi a passagem do meu filho. Tenho um coração amputado, eu sou uma mulher amputada. Eu sou uma mulher aleijada e tenho a certeza de que nunca mais serei 100% feliz, mas acho que posso ser 70% e vou correr pra caramba atrás disso, porque essa é minha missão aqui”, afirmou.