Mensagem espiritual do eterno “Chaves” descreve sofrimento e aprendizado após a morte
Manoela Cardozo Publicado em 26/06/2025, às 16h53
Uma carta psicografada atribuída ao espírito do ator e comediante Roberto Gómez Bolaños, eternizado pelos personagens “Chaves” e “Chapolin Colorado”, está causando forte comoção entre fãs e admiradores. O conteúdo da mensagem, endereçada a Edgar Vivar — intérprete do “Sr. Barriga” no famoso seriado mexicano — veio a público sem que fosse revelado o nome do médium responsável por receber a comunicação.
Amigos próximos por décadas na vida real, Bolaños e Vivar dividiram o carinho do público ao longo de gerações. Agora, mesmo após sua morte em 28 de novembro de 2014, aos 85 anos, o humorista teria enviado uma mensagem tocante do plano espiritual. A carta começa de maneira poética e carregada de emoção: “Meu querido amigo Edgar, espero que essas palavras te alcancem como uma brisa que acaricia a alma, mas que também te levem às profundezas das reflexões necessárias.”.
Bolaños, na suposta psicografia, conta que rompeu o “véu entre os mundos” para transmitir um recado profundo: “Hoje, recebi a graça de romper o véu entre nossos mundos, para compartilhar contigo uma mensagem”.
O texto revela como teria sido seu despertar no pós-vida: “Quando fechei os olhos pela última vez neste plano, não imaginava que o despertar do outro lado seria tão repleto de revelações”. O ator refletiu sobre suas falhas: “Eu que sempre busquei o controle, aplaudia o próprio ego como quem reverencia um ídolo, mas, ao atravessar o limiar da vida e da morte, percebi o quanto estava perdido dentro das ilusões que criei”.
Ele segue: “Cada passo que dei em direção à soberba foi, na verdade, um afastamento daquilo que realmente importa.”. Em tom confessional, descreve sua experiência no Umbral: “Logo ao partir, senti-me envolto por uma névoa pesada e inquietante. Não era uma escuridão simples. Era o reflexo daquilo que acumulei em minha existência terrena”.
Ainda segundo a carta, esse ambiente foi descrito como sombrio e opressivo: “Essa névoa, Edgar, tinha peso, forma e vida própria. Como se carregasse cada escolha impensada. Cada palavra lançada ao vento sem cuidado”. Sem espaço para máscaras, como aponta a carta: “Nesse ambiente conhecido como Umbral, não há espaço para máscaras ou desculpas”.
A psicografia menciona uma revisão dolorosa de sua trajetória: “Revivi momento que preferiria esquecer”. “Vi rostos de pessoas que ignorei. Gestos de carinho que desprezei. Oportunidades de perdão que deixei escapar”.
Apesar do sofrimento, Bolaños revela momentos de consolo espiritual: “Sim, Edgar. Preces feitas por almas generosas que, mesmo à distância, lembravam-se de mim […] foi como um abraço invisível que me puxou de volta à luz”. Segundo ele, um mentor espiritual lhe teria dito: “Sua jornada aqui não é um castigo, mas um convite ao aprendizado”.
Com isso, o artista iniciou o que chamou de reconstrução de sua alma. “Edgar, meu amigo, enquanto escrevo essas palavras, sinto a necessidade de compartilhar contigo as lições que aprendi, não por vaidade, mas com esperança de que elas possam iluminar teu caminho”.
A mensagem se encerra com lembranças e laços eternos: “Sei que nossa amizade transcende o tempo e o espaço e que, de alguma forma, nossas jornadas se entrelaçam”. E, por fim, a despedida que tocou o coração de milhares: “Que sejas, querido amigo, um farol para aqueles que estão perdidos na escuridão, como eu estive.”. “Com toda a gratidão a tua amizade e com desejo sincero que estas palavras toquem teu coração, despeço-me por agora, mas saiba que estou contigo sempre. Teu eterno amigo.”.