Uma frase dita no calor de um desentendimento atravessou os muros da casa e incendiou as redes
Manoela Cardozo Publicado em 26/02/2026, às 13h02
O clima pesou no BBB 26 na tarde da última quarta-feira (25) e saiu do controle em questão de minutos. Durante uma discussão banal na cozinha, Solange Couto perdeu a paciência com Samira e acabou disparando uma fala que rapidamente ultrapassou os limites do jogo.
Tudo começou quando a atendente de bar perguntou se a atriz iria almoçar e avisou que deixaria os pratos dos colegas separados. A resposta veio atravessada. “Eu como a hora que eu quiser e quando eu quiser”, rebateu Solange. Na sequência, a situação escalou para um ataque pessoal. “Eu nasci do prazer, não nasci de estupro”, disse a camarote, insinuando que a sister teria vindo de uma “trepa*a mal dada”.
FALTA DE RESPEITO!
— Samira 💋 (@samira_sagr) February 25, 2026
Solange chamou a Samira de fruto de est*pr0 ou “tr3p4d4 mal dada” por ter chamado ela pra almoçar, só porque ela não estava com vontade. É o fim dos tempos mesmo.#TeamSami #BBB26 pic.twitter.com/wWnkVl8Ppv
O trecho viralizou quase em tempo real. No X, a frase “Samira merece respeito” entrou para os assuntos mais comentados, acompanhada de milhares de publicações condenando o tom da declaração. Internautas classificaram o comentário como desumano e ofensivo, lembrando que violência sexual não é tema para deboche.
Diante da repercussão, a equipe de Samira publicou uma nota de repúdio. No texto, os administradores afirmaram que é “lamentável assistirmos a comentários que associam a origem de uma pessoa a um julgamento moral ou de caráter”. A equipe ainda ressaltou que a informação insinuada não é verdadeira e alertou para o impacto coletivo desse tipo de fala.
“Esse tipo de fala fere não apenas quem foi diretamente citada, mas também milhares de pessoas que carregam histórias marcadas por violência e que, ainda assim, constroem suas trajetórias com dignidade e coragem”, diz um trecho do comunicado.
A nota também chamou atenção para a realidade brasileira em relação à violência sexual e reforçou que transformar esse tema em ofensa reforça preconceitos e perpetua dores profundas. “Reduzir ou estigmatizar alguém a partir de uma narrativa de violência é reforçar preconceitos e perpetuar dores que deveriam ser combatidas com empatia, responsabilidade e informação”, completou a equipe.
Com a pressão crescendo fora da casa, o time de Solange Couto também se manifestou. Em comunicado assinado pelo escritório Silva Junior Advocacia, a defesa afirmou que houve “distorção grave” do que foi dito. Segundo a equipe jurídica, a fala deve ser entendida em duas partes distintas.
“É fundamental sublinhar que, em nenhum instante de sua fala, Solange Couto atribui a Samira a condição de ‘fruto de estupro’”, afirma a nota. O texto sustenta que a palavra foi usada pela atriz ao se referir à própria concepção e que, na sequência, ela teria apenas feito uma conjectura generalizada sobre a suposta infelicidade da colega.
Por fim, a defesa declarou que qualquer afirmação de que Solange acusou diretamente Samira de ser fruto de estupro “configura distorção grave do que foi efetivamente dito”.