Academia define novas regras e restringe uso de IA para concorrer ao Oscar

Mudanças exigem que atuações e roteiros sejam produzidos exclusivamente por seres humanos

Novas diretrizes impactam diretamente produções na disputa pela estatueta - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 02/05/2026, às 09h12

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou novas diretrizes para a participação de filmes no Oscar, reforçando a exigência de que elementos centrais das produções sejam realizados por pessoas, e não por inteligência artificial. As mudanças passam a valer para a edição da premiação prevista para março de 2027.

A decisão surge em meio à crescente preocupação da indústria audiovisual com o avanço da IA generativa, vista por profissionais do setor como uma ameaça potencial à preservação de empregos criativos. A Academia busca, com as novas regras, estabelecer limites claros sobre o uso da tecnologia, especialmente em áreas consideradas essenciais, como atuação e roteiro.

De acordo com as diretrizes, apenas performances realizadas por atores humanos, devidamente creditados e com consentimento, poderão concorrer nas categorias de interpretação. Já no caso dos roteiros, será obrigatório comprovar que o texto foi escrito por uma pessoa, sem o uso de ferramentas automatizadas como chatbots.

A entidade também informou que poderá solicitar informações adicionais durante o processo de inscrição para verificar a autoria dos roteiros e assegurar o cumprimento das normas. A medida indica um movimento de maior fiscalização e transparência diante das transformações tecnológicas que vêm impactando o setor.

Com as novas exigências, a Academia tenta equilibrar inovação e tradição, ao mesmo tempo em que responde às demandas de profissionais que pedem proteção à criação humana no cinema.

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