36ª Bienal de SP estreia neste sábado e reúne 120 artistas em reflexão sobre a humanidade

Maior mostra de arte contemporânea da América Latina acontece no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera

Visitação gratuita vai até 11 de janeiro de 2026 no Parque Ibirapuera - Imagem: Rubens Cavallari | Folhapress

Lívia Gennari Publicado em 06/09/2025, às 13h05

A 36ª Bienal de São Paulo estreia neste sábado (6), no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, localizado no Parque Ibirapuera. Reconhecida como a maior mostra de arte contemporânea da América Latina, a edição de 2025 traz o tema “Nem Todo Viandante Anda Estradas — Da Humanidade como Prática” e reúne obras de 120 artistas de cerca de 50 países.

O projeto, organizado pelo professor e pesquisador camaronês Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, com sua equipe de cocuradores, se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo. A ideia é estimular reflexões sobre a humanidade como prática coletiva, convidando o público a repensar formas de convivência e escuta em um mundo marcado por desigualdades.

Inspirada na metáfora do estuário, onde diferentes correntes de água se encontram e coexistem, a Bienal estrutura sua exposição em três eixos que exploram filosofias, paisagens e mitologias brasileiras.

A mostra poderá ser visitada gratuitamente entre 6 de setembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026, com quatro semanas a mais de duração em comparação à edição anterior. A expectativa é superar o público de 660 mil pessoas registrado em 2023 e ultrapassar 800 mil visitantes.

Além das exposições no Pavilhão, a Bienal se estende à Casa do Povo, no Bom Retiro, com um ciclo de performances gratuitas. Participam dessa programação os artistas Alexandre Paulikevitch, Boxe Autônomo, Dorothée Munyaneza, Marcelo Evelin e o grupo de teatro Mexa.

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