Lorena Julião Barboza Publicado em 03/05/2026, às 08h00
Se o tempo pudesse falar, acho que ele riria da gente.
A gente correndo, reclamando que ele passa rapido, sem perceber que somos nós que nunca paramos.
Se o tempo tivesse voz, talvez dissesse baixinho:
"Eu não corro... eu só continuo."
E enquanto a gente briga com relógios, perde minutos, conta horas, o tempo só observa tudo virar memória.
Ele vê a infância ir embora sem fazer barulho, vê os dias comuns virarem saudade.
E talvez o maior erro da gente seja tentar segurar o tempo, quando, na verdade, ele só quer ser vivido.
Porque no fim,
não é o tempo que passa por nós...
somos nós que passamos por ele.