Zora Viana Publicado em 27/03/2026, às 10h00
Abril é o Mês da Saúde. E não dá mais para falar sobre saúde nas empresas sem encarar uma realidade urgente: a liderança despreparada é uma das principais causas de adoecimento emocional nos ambientes corporativos.
Um estudo da Harvard Business Review revelou que 56% dos colaboradores que pediram demissão em 2025 o fizeram por questões relacionadas ao comportamento da liderança — incluindo pressão excessiva, falta de escuta, ausência de clareza e má gestão de conflitos.
Se o líder adoece, a equipe sente. Se o líder ignora, a cultura adoece.
E o que isso tem a ver com educação corporativa? Tudo.
Em muitas empresas, o crescimento profissional ainda se dá por mérito técnico. Pessoas excelentes em execução são promovidas… e colocadas para liderar, sem preparo, sem acolhimento e sem nenhuma base emocional para cuidar de pessoas.
Esse modelo custa caro. Porque liderar sem formação não é só um risco estratégico — é um risco à saúde coletiva.
Empresas como Embracon, Mobensani, Vexilom e outras de diferentes setores já entenderam isso. E, em parceria com a Faculdade FEX Educação, criaram universidades corporativas com formações técnicas, estratégicas e comportamentais — incluindo trilhas de inteligência emocional e saúde mental.
Ao incluir temas como escuta ativa, regulação emocional, prevenção ao burnout, cultura de confiança e psicodinâmica das relações no currículo de seus cursos internos, essas empresas estão transformando seus líderes em referências de equilíbrio, e não de pressão.
Mais do que oferecer meditação na semana da saúde, estão ensinando, com método, a liderar com humanidade.
E os resultados são concretos:
Nesse mês da saúde, que tal trocar o “como você está?” genérico por uma política real de formação emocional das lideranças? Porque formar também é cuidar. E cuidar é o que sustenta o futuro.
Vamos agir?