O poder do tempo

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Lorena Julião Barboza Publicado em 22/03/2026, às 08h00

A gente cresceu antes do que imaginávamos. Não dormimos no sofá e acordamos na cama, não acordamos cedo para ver desenho na televisão. Os desenhos que assistíamos não são mais os mesmos, ou nem passam mais.

Em meio a esse tempo, às vezes esquecemos de quem realmente somos, de quem éramos quando tudo começou. Às vezes esquecemos da nossa própria essência.

Deixamos para trás muita coisa: o poder de ser criança, o poder de enxergar o mundo sem maldade, ver o verdadeiro tamanho dos problemas, o verdadeiro valor de cada coisa e das memórias que vivemos, o poder de olhar para trás e realmente agradecer por ter acordado e vivido o dia. Mas por quê? Por que vamos ser muito infantis? Ser infantil é uma coisa, ser uma pessoa de valor é outra.

O tempo, as pessoas e as companhias mudam muito, mas você nunca pode se deixar ser moldado pela sociedade. Nós somos quem éramos no início: a criança que ralou o joelho tantas vezes, a criança que comemorou muito quando fez 10 anos por ter as duas mãos de idade e por se ver préadolescente, a criança que acreditava que poderia, sim, ser o que quisesse ser.

A adolescência é uma fase complicada da vida. Tudo parece ser maior do que realmente é, os obstáculos ficam maiores, as preocupações e responsabilidades caem cada vez mais sobre nossas costas Mas isso tudo, uma hora, vai virar memória. Os 30, 40, 50, 60 ou mais ... vão chegar- e é realmente assim que você quer se lembrar de si mesmo ? Se sim, ótimo. Se não, ainda dá tempo de mudar.
Você é a sua maior inspiração. Só você sabe o quanto lutou para chegar onde chegou.

Nós temos que ter a vontade de impressionar a nossa criança, porque, antes de tudo, foram eles que começaram a escrever nossas histórias e caminhos. Que eu, você e todos nós possamos ser motivo de palmas da nossa criança, porque o nosso futuro ainda não está desenhado, está nos primeiros traços.

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