Thiago Abreu Publicado em 12/12/2025, às 09h32
Marketing de influência em 2025: o retrato de um mercado que virou mídia principal
O Brasil encerra 2025 como o maior mercado de influenciadores do mundo, com cerca de 3,8 milhões de criadores ativos (Nexo/IBPAD). O investimento anual no setor já ultrapassa R$ 20 bilhões em território nacional (Statista 2025), enquanto globalmente o mercado chega a US$ 33 bilhões (Statista).
Principais movimentos do ano
Segundo o Censo de Criadores 2025, 83% dos criadores brasileiros têm até 50 mil seguidores, consolidando o uso de perfis regionais, nichados e de rotina como força central das campanhas.
Estudos de mercado (WGSN, Nielsen Catalina) indicam que campanhas com influenciadores podem gerar até 11x mais ROI que mídias tradicionais e aumentam fluxo em loja física em até 19% (McKinsey).
Com o e-commerce brasileiro projetado em R$ 224,7 bilhões em 2025 (ABComm), afiliados se tornaram canal estratégico. Plataformas como Mercado Livre fortaleceram programas que remuneram criadores por venda, impulsionando performance e atribuição direta (MELI Creators/2025).
Pesquisas de consumo (Opinion Box 2025) mostram que vídeos de 1 a 3 minutos geraram maior preferência e retenção, reforçando storytelling e avaliações mais aprofundadas de produtos.
Quem se destacou em influência
Em lembrança e impacto cultural, estudos de notoriedade indicaram nomes como Virgínia Fonseca, Bianca Andrade, Nathalia Arcuri, Anitta, Juliette, Whindersson Nunes, Felipe Neto, Felca e Carlinhos Maia entre os mais influentes do ano (Opinion Box + YouPix/2025).
Ao mesmo tempo, o volume de campanhas foi liderado por perfis médios e pequenos, impulsionados por proximidade e autenticidade.
Setores que mais investiram
Relatórios de mercado apontam que os segmentos com maior crescimento em 2025 foram:
A maior parte desses setores concentra-se em públicos B, C e D, onde a influência digital é decisiva no processo de descoberta e escolha do consumidor.
Desafios e tendências para 2026
O que tudo isso sinaliza
2025 consolidou o marketing de influência como canal estruturante, não complementar. O modelo que mais cresce é híbrido: influência para awareness, creators regionais para proximidade e afiliados para performance.
E, dentro desse cenário, tornou-se evidente a ascensão de marcas mainstream e populares, que encontraram no influenciador o caminho mais eficiente para falar com o público de massa — o público que realmente move o consumo no Brasil.