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Alckmin defende que reajuste do preço do combustível pela Petrobras não seja diário

Redação

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Alckmin defende que reajuste do preço do combustível pela Petrobras não seja diário

Candidato do PSDB à Presidência disse em Vitória (ES) que, para baixar preço dos derivados do petróleo, construirá refinarias para que petróleo não seja exportado e, depois, importado novamente.

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (13), durante caminhada em Vitória (ES), que um dos motivos para a alta do preço dos combustíveis no Brasil foi a política adotada pela Petrobras, com reajuste diário do preço.

Segundo o candidato tucano, o reajuste no preço dos combustíveis não pode ser diário. “Tem que ser a cada 30 dias e faz uma média”, explicou a jornalistas após a atividade de campanha.

Na quarta (12), a Petrobras voltou a elevar o preço da gasolina nas refinarias, com aumento de 0,98%. É o segundo reajuste diário após uma semana de preços inalterados.

“O que aconteceu com o preço do diesel e dos combustíveis? Primeiro que no passado o governo turbinou o aumento de impostos e a geopolitica disparou o preço do barril do petróleo, com a desvalorização do real e reajuste diário da Petrobras, que não pode ter”, disse Alckmin.

Para ele, se o preço internacional do barril do petróleo subir, o governo tem de reduzir o imposto incidente sobre ele; se cair, o governo deve aumentar o imposto.

Além disso, Alckmin defendeu que o país invista em refinarias, para que o petróleo seja refinado no Brasil.

“Nós estamos mandando o petroleo para derivar lá fora. A gente perde com o preço do frete para ir e com o preço do frete para voltar. Gerando emprego lá fora e ficando mais caro para o Brasil. A gente tem que abrir mais refinaria”, defendeu o candidato do PSDB.

“A primeira proposta é quebrar o monopólio do refino. Trazer investimento privado para ter novos refinos no brasil, novas refinarias e, com isso, reduzir o preço do combustível”, complementou.

PEC do teto de gastos

Durante a entrevista, Alckmin também falou sobre a Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto de gastos no governo federal. Aprovada em 2016 pelo Congresso, a emenda definiu um teto para as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário e seus órgãos). Isso quer dizer que, a cada ano, esses gastos só poderão crescer conforme a inflação registrada no ano anterior.

Segundo Alckmin, a PEC do teto de gastos “é uma coisa absurda e ridícula”. Apesar das críticas à medida, em 2016, o PSDB, partido presidido por Alckmin, fechou questão pela aprovação da proposta – ou seja, caso algum deputado da bancada tivesse votado contra a PEC, ele poderia ter sido punido pela legenda.

A crítica de Alckmin à emenda se deu quando o candidato falava sobre reajustes consecutivos do salário de diversas categorias do poder público.

“Isso porque tem a PEC dos gastos, que é uma coisa absurda e ridícula. Não tem teto de gasto em São Paulo, tem corte de gastos. Não adianta fazer PEC de teto e dar aumento acima da inflação. Vai acabar o investimento no Brasil, óbvio. Se eu coloco um limite para o investimento e os gastos correntes são acima da inflação, eu acabo com o investimento. Isso é óbvio”, criticou o tucano.

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