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Ábila, do Boca, ridiculariza denúncias de racismo ao relatar troca de camisas com Marinho

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Ábila, do Boca, ridiculariza denúncias de racismo ao relatar troca de camisas com Marinho

Atacante de time argentino usa ironia após se referir a jogador do Santos como “negro”: “Agora se você diz ‘negro’, te denunciam”

O atacante Ábila, do Boca Juniors, gerou polêmica ao relatar uma troca de camisas com Marinho, do Santos, no duelo entre as equipes na última semana. Em entrevista após o confronto contra o Argentinos Juniors, no último sábado, o jogador foi questionado sobre o contato com os atletas do Peixe, que relatou dois casos de Covid-19 nos últimos dias. Então, Ábila, ao falar de quem havia trocado camisa com ele, se referiu a Marinho como “o negro” e ironizou denúncias contra o racismo.

– Troquei com Marinho, com o negro, porque o conheço. Bom, com o moreno, porque agora se você diz “negro”, te denunciam. É carinhosamente. Se quem diz “negro” sou eu, o que resta para os outros, não? – disse Ábila.

 

A declaração foi postada nas redes sociais pelo jornal “Olé”, maior diário esportivo da Argentina, na manhã deste domingo, acompanhada de um emoji de risada. A postagem, então, foi alvo da reclamação de muitos brasileiros tanto pelo tom da declaração de Ábila, como da reação do jornal.

A declaração de Ábila vem no contexto da punição imposta pela Federação Inglesa ao atacante uruguaio Cavani, que repercutiu bastante na América do Sul. O jogador do Manchester United foi suspenso por três jogos por escrever a frase “Obrigado, negrito” ao agradecer um elogio em suas redes sociais após marcar dois gols em vitória sobre o Southampton, em novembro.

A postagem foi apagada, mas a FA abriu investigação na época, e decidiu pela punição na última semana. A federação diz que a postura do uruguaio na postagem foi inapropriada, alegando que o jogador fez um comentário “insultuoso e/ou abusivo e/ou impróprio e/ou trouxe descrédito ao jogo”.

A punição causou revolta no Uruguai e gerou uma mobilização a favor do atacante. A Associação dos Jogadores de Futebol do país se manifestou contra o gancho, assim como atletas da seleção celeste e até mesmo a Academia de Letras Uruguaia. Nesta semana, até mesmo um vinho foi criado para dar apoio ao ídolo uruguaio, com a marca “Gracias Negrito”.

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GE – Globo Esporte.

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