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Abel vê Palmeiras lento, mas diz que merecia vencer o América-MG

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Abel vê Palmeiras lento, mas diz que merecia vencer o América-MG

Treinador português admitiu a atuação abaixo do esperado

O técnico Abel Ferreira enxergou a lentidão como o principal ponto negativo do Palmeiras no empate por 1 a 1 com o América-MG, nesta quarta-feira, no Allianz Parque, válido pela semifinal da Copa do Brasil. Apesar da avaliação, o português deixou o gramado frustrado com o resultado de igualdade, que deixa o confronto igual para a volta, em Belo Horizonte.

— Se tivesse que ter um vencedor, teríamos que ser nós. Não fizemos uma boa primeira parte, sobretudo na circulação, pensamos muito com a bola nos pés. Temos que fazer a bola rodar, jogar simples e rápido. Pensamos muito com a bola no pé. Quando isso acontece, o adversário fecha os espaços. Não tivemos na primeira parte a dinâmica que costumamos ter — analisou o treinador.

— Na segunda, poderíamos ganhar, fizemos de tudo para isso, encostamos nosso adversário atrás, finalizações na área, tivemos uma chance com o Luiz Adriano em frente ao goleiro, que defendeu, mas futebol é eficácia, fazer chutes, cruzamentos. Hoje não acertamos no ultimo terço, cruzando ou chutando. Mas temos que ir lá disputar e buscar a vitória, é o que interessa — acrescentou.

Na avaliação do treinador, o Palmeiras subiu de produção na segunda etapa, mas esbarrou no próprio ritmo apresentado diante do América-MG. Faltou dinamismo e velocidade, segundo avaliação do próprio Abel Ferreira.

— Temos que entrar com mais dinâmica, mais velocidade, pensar menos com a bola no pé, tem de girar para abrir espaço. A bola não pode parar, ela tem que andar, ela nunca se cansa. Fomos lentos na circulação. Na segunda parte não fizemos, a bola não quis entrar no gol adversário. Mas volto a referir, era um adversário que nada tem a perder, faz o jogo da vida e tem qualidade — declarou o treinador.

Confira mais respostas de Abel Ferreira:

 

Viña e Luan no banco de reservas

— Opções do treinador. Temos intensas competições. Antes de eu chegar, Viña tinha feito 18 jogos seguidos, então é difícil manter o rendimento técnico, tático e físico, afeta o mental também. Temos o calendário congestionado, a pandemia obrigou ter jogo atrás de jogo, sem descansar, temos de nos sacrificar, não dá para descansar. Foram opções como serão em outros jogos. Não penso muito nisso, penso com a equipe técnica sobre o adversário, com saúde e performance ver quem está apto para começar o jogo. E não começamos só com 11 que entram, temos cinco trocas a fazer, tem o acréscimo de estudar essa questão física agora também. Se conseguir substituir, vai ter os jogadores prontos para o próximo jogo. Quem não conseguir, tem grande possibilidade de lesões. Todo mundo se queixa do mesmo. Com calendário tão apertado é impossível não ter lesões.

Mudanças no meio e criação por dentro

— Não acho, pelo contrário. Um dos nossos problemas foi centralizar o jogo. Eu avisei a eles, eles são muito organizados, não por acaso eliminaram os dois adversários (Inter e Corinthians). Eles fecham bem o meio com os meias por dentro e deixam os pontas por dentro. As transições que eles fazem são por isso. Este era um jogo mais do que nunca para explorar por fora. Temos de melhorar, colocar a linha do adversário para trás. Temos de correr para frente. De apoio já temos muitos. Os da frente têm de movimentar para frente e não fomos capazes de correr para frente no primeiro tempo. Quando centraliza contra um time desses, vai levar transições. Tinha de ir por fora.

Ansiedade, pouca criação…

— Tivemos duas bolas no Rony que ele falhou o domínio, ele podia ter feito de cabeça, tivemos a chance do Luiz Adriano clara, 11 arremates dentro da área… Umas vezes entram, outras vão para fora. Temos que entrar com mais dinâmica, mais velocidade, pensar menos com a bola no pé, tem de girar para abrir espaço. A bola não pode parar, ela tem que andar, ela nunca se cansa. Fomos lentos na circulação. Na segunda parte não fizemos, a bola não quis entrar no gol adversário. Mas volto a referir, era um adversário que nada tem a perder, faz o jogo da vida e tem qualidade.

Gabriel Menino no meio-campo

— Não gosto de trocar sempre os jogadores, gosto de especializar o jogador, mas não temos tempos para treinar. Usamos treino parado, vídeo, não exercitamos as coisas. Não podemos fazer repetição, eles estão em recuperação sempre. O Menino foi para o meio pela lesão do Patrick, o Zé Rafael teve a entorse grave no tornozelo, colocamos o Menino no meio, ele conhece, hoje não fez o melhor jogo dele, mas vem de vários jogos. Tem tido bom desempenho na lateral ou no meio, hoje prendeu um pouco mais a bola, mas é um guerreiro, um campeão, quer servir a equipe em qualquer posição. Queríamos mais gente à frente hoje. Mas é um processo coletivo, se assim estamos fluidos e frescos, o jogo aparece em bola parada, transição, ataque posicional. Hoje fomos lentos na primeira parte e na segunda corremos atrás, tivemos chances. Erramos mais passes do que o normal hoje.

Sobre as variações do time…

— As grandes equipes do mundo jogam com aceleradores por fora e por dentro. Isso que o Rony nos dá. Liverpool, os grandes times têm homens verticais na frente, jogam a defesa para trás. Tem que virar a linha defensiva, só ha uma forma. Se só jogar curto, não dá perigo ao rival. O Rony nos dá isso. Jogando como ponta ou no meio. Hoje ele criou chances de gol. Teve nos pés dele na direita, uma na esquerda, as duas que ele não dominou… Essa e a função dele. Isso que pedimos aos jogadores.

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GE – Globo esporte

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