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A Reconsolidação dos Impérios

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A Reconsolidação dos Impérios

Por Marcus Vinícius de Freitas*

A Reconsolidação dos Impérios

Não há dúvida de que o século XXI tem sido e será muito diferente daquilo que vivemos no século XX. Se por um lado tivemos, no século XX, o declínio do Império Britânico, que dominava o mundo, com seus tentáculos, também vimos a ascensão dos Estados Unidos, que, ainda como uma potência nova, alcançou um papel fundamental nos rumos do século XX, sendo o principal arquiteto da ordem mundial, com uma prevalência econômica e militar, particularmente favorecida pela Segunda Guerra Mundial, que, basicamente, levou à ruína muitas das possíveis potências concorrentes.

Os Estados Unidos foram responsáveis pela criação de uma ordem internacional, com a prevalência de instituições multilaterais – muitas vezes boicotadas por eles mesmos – e a construção de um sistema de segurança em que a atuação daquele país se fez onipresente, o que lhe amealhou amigos e inimigos ao longo do processo. A União Soviética tentou fazer sombra aos Estados Unidos, porém desprovida de recursos e capacidade inovadora, além de um sistema político incapaz de gerar-lhe a necessária produtividade e competitividade, colapsou e se ressente, como sempre reafirma Vladimir Putin, do enorme e irreversível colapso do império soviético.

Ao entrarmos o século XXI, o status quo parecia destinado a manter-se firme. Com os Estados Unidos reinando absoluto – econômica e militarmente – a grande potência deu passos equivocados: abusou do status hegemônico, interferindo, muitas vezes, no assunto doméstico de vários países e, com isso, criando uma inimizade ou ressentimento por parte destes, embora muitos ainda fossem favoráveis e admiradores dos valores norte-americanos; e num momento em que se esperava maior engajamento, o país voltou-se à sua dinâmica doméstica, particularmente durante o governo Bill Clinton na década de 1990, quando, após a derrocada da União Soviética, se esperava um engajamento maior dos Estados Unidos, mas sob o argumento da economia, a mensagem das urnas foi clara quanto à negação ao internacionalismo de Geoge H. Bush.

Neste ínterim, a China, historicamente a maior potência econômica global à exceção dos últimos duzentos anos, buscou, silenciosamente, recuperar a posição perdida após os “Cem Anos de Humilhação”, quando ficou sujeita às mais variadas intempéries políticas e de dominação estrangeira. Paulatinamente, as lideranças políticas após Mao Zedong implementaram várias medidas dentro do espectro de “Reforma e Abertura”, para ampliar a economia e pavimentar o seu processo de rejuvenescimento e restauração de preeminência global.

A China, no entanto, não está isolada neste sentido. Países como França, Turquia, Rússia, e até mesmo o Reino Unido, têm buscado recuperar seu prestígio global, com atuação mais ativa no tabuleiro global. Exemplos dessa atuação podem ser observados na equivocada atuação francesa na Líbia, no expansionismo russo de Putin na Eurásia, na associação do Reino Unido, Estados Unidos e Austrália no sentido de conter a China na Ásia, e na Turquia, que tem adotado várias iniciativas militares mais agressivas.

Este revisionismo do poder global tem razão para ocorrer, particularmente pela ação faltosa dos Estados Unidos na Crise Financeira Asiática de 1997, a radicalização contra o islamismo após o 11 de setembro de 2001 e a crise financeira de 2007. Não bastasse isso, Barack Obama, ao notar que os Estados Unidos haviam adquirido sua autossuficiência energética com o petróleo de xisto, desengajou-se do Oriente Médio, área tradicional de atuação daquele país. Na Casa Branca de Obama, a expressão “liderar por trás”, atribuída a algum conselheiro presidencial, refletiu um momento trágico de um presidente relutante em assumir liderança global. Além disso, Obama fracassou na limitação da linha vermelha do uso de armas químicas pela Síria, o que causou enorme decepção aos países diretamente envolvidos naquela situação gravíssima. Toda esta situação desembocou, após alguns anos, na fatídica política de “America First”, de Donald Trump, que, apesar de não ter conseguido reeleger-se, continua, de alguma forma – não em estilo, mas em conteúdo – a ser perseguida por Joe Biden.

Em um mundo cada vez mais multipolar, a busca da reafirmação do poder pelas potências é uma realidade implacável, uma vez que cada uma busca consolidar o seu interesse e a sua área de influência. Esta nova realidade da qual o Brasil faz parte requererá clareza nos objetivos de longo prazo. Para tanto, o País deverá estruturar e estabelecer parcerias efetivas que lhe permitam cada vez mais alcançar seus interesses domésticos. Caberá à liderança do País utilizar lentes diferentes das atuais e do passado recente para entender um mundo cada vez mais complexo, multipolar, com uma Ásia consolidada em sua ascensão, e com parceiros tradicionais que, cada vez mais, têm sua relevância e influência diluídas. Como bem afirmou Henry Kissinger: “Bem-aventurados os povos cujos líderes podem olhar o destino nos olhos sem vacilar, mas também sem tentar brincar de D´us.”

 

 

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*Marcus Vinícius De Freitas
Professor Visitante, China Foreign Affairs University
Senior Fellow, Policy Center for the New South

 

 

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