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A história emocionante de Billy

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A história emocionante de Billy

Por Reinaldo Polito*

A história emocionante de Billy

A história emocionante de Billy

 

Nunca fui lá muito chegado em gatos. E tinha motivos. Eles não são tão ligados em gente, arranham sofás e cortinas e, muitos deles, fazem xixi para marcar território nos locais mais inconvenientes.

Havia um problema. A minha mulher pensava diferente e insistia para que tivéssemos um gato. Bati o pé. Aqui em casa esse tipo de animal não entra. E para mostrar ainda mais firmeza decretei: se ele entrar por uma porta, eu saio pela outra. Apenas na minha cabeça, já que nunca fui de fazer ameaças.

Ainda bem que guardei os meus pensamentos para mim mesmo. Foi só questão de tempo para que Billy, esse era o nome do gatinho, começasse a fazer parte da família. Um bichano lindo. Persa, cor de mel, a cara do Garfield.

Como eu previa, nem bem entrou em casa e já começou a dar trabalho. Fazia cocô e xixi em tudo o que era canto. Até a cadeira do meu escritório, pela qual tenho tanto xodó, foi batizada. Em uma semana apareceram as primeiras doenças. Ficou tão mal que precisamos levá-lo ao gatil para ser mais bem atendido. Não deu muito certo. Voltou para casa ainda doente.

Como sou notívago, pois gosto de escrever os meus textos de madrugada, acabei por cuidar dele durante a noite. E fui me afeiçoando ao Billy, até me apaixonar por ele. Ficou bom, “educado” e muito esperto. Um gatão!

Assim que chegava em casa, lá pelas onze da noite, sabia que iria encontrá-lo me esperando na porta da sala. Soube que ele se plantava naquela posição por volta das dez e meia. E me aguardava pacientemente. A recepção não poderia ser melhor. Bastava abrir a porta que ele começava a roçar o rabo nas minhas pernas.

Eu trocava de roupa e ia para o computador escrever. Billy pulava em cima da escrivaninha e se ajeitava sobre o teclado. Chegava até a me atrapalhar. Sabe o que eu fazia? Nada. Era um enorme prazer tê-lo ali comigo. Essa cena se repetia todas as noites. No dia seguinte, cedinho, pontualmente às 6 da manhã, como se fosse um reloginho, subia na cama, pulava no peito, e pisoteava a minha cabeça até que eu acordasse. Depois de algum tempo começou a fazer o mesmo com a minha mulher.

De repente, uma tristeza se abateu sobre nós. O gatinho estava acabrunhado, quietinho num canto. Nada a ver com aquele companheiro das madrugadas que ficava me observando com “meia cara”. Ele se escondia atrás do batente da porta e olhava com metade da cara. Assim que percebia que era notado, saía correndo para brincar de esconde-esconde.

Nem sempre era fácil encontrá-lo. Ele descobria esconderijos diferentes. Algumas vezes eu fingia não o ter visto. Ao sentir que eu desistia, miava para indicar que estava por perto, só para continuar brincando.

Billy também me chamava para abrir a porta da área de serviço. Gostava de sair um pouco e olhar o apartamento do vizinho. Depois de um tempo caminhava até a porta corta-fogo para bisbilhotar no elevador de serviço. Nada que levasse mais que cinco ou dez minutos. Satisfeito, voltava comigo para o apartamento. Sempre companheiro, amável, bonzinho.

Como ficamos tristes ao vê-lo quietinho, com jeito de adoentado. Com problema no fígado, dávamos todos os medicamentos recomendados. Mas ele não reagia. Apresentava sinais de melhora, mas logo voltava a se isolar no canto. Era uma sensação de impotência. Uma frustração por não saber o que fazer.

Quando piorava, começava a miar. Um miado rouco, de desespero, pedindo ajuda. Uma ajuda que não sabíamos como dar. Além de levar ao veterinário, fazer exames, dar soro e voltar para casa com mais remédios, nada podia ser feito. Eu o segurava no colo, tentando acalmá-lo.

Com o tempo melhorou. Com altos e baixos. O veterinário disse que ele não ficaria bom de vez. Iria levando a vida assim.

Dois dias antes de voltarmos de uma viagem, recebemos um telefonema do meu filho. Ficamos sobressaltados – será que é algo com o Billy? Meu filho chorava. Já há duas semanas o gatinho estava internado e não havia mais como se recuperar. Ele se foi.

Que vazio, que tristeza na nossa volta. Que falta ele nos faz. Como dói essa saudade. O Billy nos deu tanta alegria e foi tão amado. Escrevo agora com lágrimas. Parece que o estou vendo ali na minha frente esperando para brincarmos de esconde-esconde. Tchau Billy. Você foi um presente que a vida nos deu. Siga pelo Instagram @polito

 

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*Reinaldo Polito é Mestre em Ciências da Comunicação e professor de oratória nos cursos de pós-graduação em Marketing Político, Gestão Corporativa e Gestão de Comunicação e Marketing na ECA-USP. Presidente Emérito da Academia Paulista de Educação. Escreveu 34 livros com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em 39 países. Siga no Instagram @polito pelo facebook.com/reinaldopolito pergunte no contatos@polito.com.br

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