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A Cúpula Biden-Xi

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A Cúpula Biden-Xi

Por Marcus Vinícius de Freitas*

A Cúpula Biden-Xi

 

A recente reunião virtual entre os Presidentes Joe Biden e Xi Jinping realizada nesta semana colocou frente a frente duas perspectivas distintas sobre a atual realidade global. Por um lado, os Estados Unidos, o país mais afetado pela COVID-19 e num processo de declínio. Do outro, a China, que vem assumindo maior protagonismo no mercado global. Um país representando o passado e a estrutura liberal que dominou o mundo nos últimos setenta anos. O outro buscando criar uma nova ordem mundial a partir da atual, num processo de transição socio-econômica jamais vista na história da humanidade.

A ideia do encontro era aliviar as tensões entre as duas potências. Com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, a relação deteriorou-se rapidamente. Afinal, Trump utilizou a China como bode expiatório para muitos dos seus problemas domésticos. A China, que por anos fora conhecida por manufaturar produtos de baixa tecnologia e qualidade, tem embarcado numa empreitada de aprimorar a sua base tecnológica, com o intuito de ampliar a renda per capita do país e atingir um nível de desenvolvimento econômico ainda maior, com um aumento substancial da renda per capita do país asiático.

Esperava-se que o relacionamento entre Estados Unidos e China melhorasse com Biden na presidência. Afinal, no passado, Biden já havia trabalhado com Xi quando ambos ocupavam a Vice-Presidência de seus respectivos países. Embora Xi tenha tratado de chamar Biden de “Velho Amigo”, Biden tem-se recusado a aceitar o tratamento. Mas de fato, com Biden, pouco mudou. O estilo pode ser diferente, mas o conteúdo segue igual. E os Estados Unidos vêm realocando recursos de outras partes do mundo – como por exemplo o Afeganistão – para intensificar sua presença na Ásia. Durante a Cúpula, Biden repetiu os mantras característicos da política externa norte-americana, enfatizando a necessidade de manutenção da ordem global de acordo com os princípios que vêm sendo utilizados desde 1945.

Uma questão relevante na mesa, certamente, era a situação de Taiwan. Os Estados Unidos têm utilizado a ilha como plataforma para manutenção de uma guerra fria contra a China. Neste sentido, Xi utilizou a cúpula virtual para reafirmar que incentivos à independência de Taiwan seria “brincar com fogo”. Para a China, Taiwan é uma província rebelde que deve ser reunificada com a China continental, devido à separação política ocorrida no processo de reunificação do país na década de 1940. Os Estados Unidos aceitaram, na década de 1970, a “Política de uma China Única”, baseada no princípio de que existe somente uma China Popular. Regiões como Hong Kong,  Macau, Taiwan, Tibete e Xinjiang  são parte desta China. A partir desta premissa, a República Popular da China entende Taiwan como parte integral do seu território e, portanto, um assunto de natureza doméstica. No entanto, os Estados Unidos vêm enfatizando, cada vez mais, a sua disposição de defender Taiwan no caso de um ataque, o que os chineses entendem ser uma interferência externa num assunto interno. Por outro lado, Biden se opõe a qualquer mudança no status atual de Taiwan. Ademais, os Estados Unidos têm sido críticos sobre a questão dos direitos humanos na China e do respeito à propriedade intelectual.

O fato é que a relação bilateral China-Estados Unidos é importante para todo o mundo. Xi tem enfatizado a importância de Biden reverter o legado de Trump para que o sistema global funcione melhor e se evite uma nova guerra fria, que seria problemática para todos os países, que, de uma forma ou outra, seriam obrigados a alinhar-se a um dos lados. Domesticamente, ambos enfrentam desafios: Biden vem despencando em popularidade devido à pandemia da COVID-19, a inflação crescente, e a retirada desastrosa do Afeganistão. O temor é que Biden pretenda utilizar a Ásia para tentar melhorar sua imagem doméstica. Xi, por outro lado, também enfrenta desafios como a questão energética e a crise imobiliária, além da dificuldade da retomada no aumento da taxa de crescimento demográfico.

A realidade é que vivemos tempos desafiadores na política internacional. O novo presidente do Brasil, ao assumir a função, em 1º de janeiro de 2023, terá de limpar muito do estrago representado pela administração atual no relacionamento com a China. Além disso, os governos anteriores também deterioraram o relacionamento do Brasil com os Estados Unidos. Uma posição equidistante será importante para que o Brasil possa beneficiar-se positivamente dos relacionamentos. Mais importante ainda, no entanto, será o Brasil buscar um acordo de livre comércio com a China, que deve ser tratada como parceira e não meramente como cliente. Afinal, o acordo com a União Europeia deverá seguir em banho-maria por anos a fio, enquanto a competitividade brasileira estiver adstrita à questão agrícola. Em tempos de mudanças radicais na agenda global, pensar estrategicamente é essencial.

 

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*Marcus Vinícius De Freitas
Professor Visitante, China Foreign Affairs University
Senior Fellow, Policy Center for the New South
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