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Marcus Vinicius de Freitas: O elixir da vida

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Marcus Vinicius de Freitas: O elixir da vida

O elixir da vida

Marcus Vinicius De Freitas

A confiança, que é o elixir da vida, constitui o elemento fundamental da convivência social. Contratos, relacionamentos e a própria existência são mantidos à base da confiança. O voto que o eleitor deposita na urna nada mais é do que uma prestação antecipada de confiança no eleito para que este corresponda às expectativas. A confiança é a força motriz de um país, oelo fundamental do grande contrato social firmado entre governante e governado, no qual o Estado assume funções , como segurança coletiva, educação, saúde, relações internacionais, em nome do representado, sob o compromisso de envidar os melhores esforços para alcançar resultados positivos. Como bem afirmou Barack Obama, “se as pessoas não puderem confiar em seus governos para realizar a função para que existem… tudo estará perdido!”.

A quebra da confiança é um ato de traição, que leva à incerteza, descrença e inação. Vários elementos causam adesconfiança: a corrupção, a incoerência e as promessas quebradas. Como resultado, a população se cansa e desacredita em suas instituições. Toda vez que uma instituição pública falha em atuar como se espera, a frustração coletiva dilui a confiança na administração pública. A confiança nos governos tende a ser baixa porque vemos pessoas desqualificadas governando, além de muita desonestidade. Quando não se pode confiar em quem foi eleito, todo o castelo da governabilidade rui.

No caso brasileiro, há muito tempo que pouco se espera das instituições públicas. Legislativo, Executivo e Judiciário têm-se comportado muito aquém do aceitável. A operação Lava-Jato revelou a enorme rede de corrupção que achincalhou o País por anos. Ao contar com enorme apoio da população, a expectativa era que houvesse um processo de depuração no Estado Brasileiro. Infelizmente, os desdobramentos que temos visto nos últimos tempos revelam que, paulatinamente, aquela que teria sido um importante mecanismo de depuração, vai afundando sem a devida resistência ou apoio popular, porque se acredita que qualquer esforço,de fato, será em vão.

Num cenário conspurcado, deveria haver dentre as instituições do Estado, alguma que pudesse servir como potencial restaurador da confiança coletiva. Alguns quiseram distorcer a Constituição Brasileira ao afirmar que as Forças Armadas assumiriam esta função. Nada poderia ser mais equivocado. A função das Forças Armadas é proteger a Constituição Federal e não governar o País. Notamos, por outro lado, que algumas monarquias têm atuado como importante repositório da confiança pública. É por este motivo que estas – e as Famílias Reais – precisam abster-se da participação na política.

As instituições de mídia, que durante muito tempo serviram como um importante reservatório de confiança pública também se perderam no processo. A ideologização – à esquerda e à direita – reduziu substancialmente o seu papel quanto à informação. O viés adotado tem sido mais para desconstruir que informar. Ao permitir que notícias falsas ou conspiracionistas ocupem espaço temos  um convite ao descrédito no médio e longo prazos.

Na mesma esteira, também notamos que as instituições religiosas perderam muito da confiança. Problemas inerentes às incoerências doutrinárias, procedimentos ou à inconsistência na ação levaram muitos à continuidade da crença na Divina Providência, porém não na religião organizada. Nas salas de aula, a informação, muitas vezes, também tem chegado de maneira enviesada, apresentando-se como Palavra Relevada aquilo que nada mais é do que uma perspectiva pautada por uma visão – muitas vezes esquizofrênica – do mundo. E, nas empresas,  os constantes abusos feitos por determinadas corporações têm, de fato, reduzido a fidúcia que deveria existir na relação fornecedor-cliente.

A realidade é que vivemos tempos complicados. A falta de confiança é desesperadora. A contradição das informações – muitas vezes por conveniência – retira da população a esperança de que dias melhores virão. No caso da juventude, que, tende, em princípio, a ser mais otimista quanto ao futuro, o cenário atual é ainda mais complicado, porque abunda a incerteza e a insegurança.

A realidade é que, enquanto a confiança não voltar a imperar nas relações humanas, na relação governante-governado, fornecedor-cliente, informador-informado, professor-aluno, dentre outros, o cenário é preocupante quanto àquilo que se pretende construir como povo e nação. O fator positivo é que – felizmente – as pessoas não se comportam como os governos. Se o fizessem, a situação certamente seria muito pior. A pergunta fundamental é: em que ou quem você confia e por quê?

Marcus Vinicius De FreitasAdvogado e Professor Visitante, Universidade de Relações Exteriores da China

 

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